domingo, 19 de janeiro de 2014

Poema para Emily nº 2



1

Ela encontrou minhas cartas de suicida
Antes que eu me jogasse no mar-evasão
Em definitivo 

E me apresentou sua lira fulgente
Diamantes que brilharam para meus olhos
E para minha alma de estanho estilhaçado

Emily me ofertou um novo coração
Deu-me visões - alusões
Um jeito de ser - novamente
Um sorrir que estava aprisionado
Em fotos da década passada

Emily é um espelho
E nos vemos
E nos confundimos
Confluímos

Sonho concreto para repousar
Olor de vida palpitante
Emily sempre
Com as mãos cheias de versos
Ideogramas
E sentimentos

E com seus beijos labirínticos
Sua inteligência seu humor
Consegue emudecer o tempo
Para nós dois...


2

Descobrimos que somos
Da mesma substância rara
Feitos de silêncio cálido
E olhares para o infinito
Somos duas montanhas
Assinalando a imensidão

Juntos, de mãos dadas
Caminhando ao pôr do sol
Mesmo que não haja sol.

3 comentários:

Na Ponta da Língua disse...

São raras as almas que podem desfrutar dessa combinação...


"Descobrimos que somos
Da mesma substância rara
Feitos de silêncio cálido
E olhares para o infinito
Somos duas montanhas
Assinalando a imensidão"

Sortuda essa Emily! ;-)

Na Ponta da Língua disse...

E esse chafariz é muito inspirador!

Leonardo disse...

O Eu lírico (Leo Lírico?) crê que a sorte é dele. Sorte ou destino? O eu lírico começa a acreditar em destino e ver o sol tocando as árvores de uma forma diferente. Tudo por causa de Emily....
Obrigado, honey, por visitar o blog! Beijos!