terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Estudo nº 2


Eu abro a porta,

Ela sorri a minha gentileza

Com seu batom discreto

 

Rosto claro

Cabelo preto

E olhos de carbono

 

Colo claro,

Lábios brilhantes

Salto agulha

 

Diz que me ama

Eu digo “está tudo bem,

Onde vamos?”

 

É um lugar afetado

O mais perfeito vinho

E sutilezas no cardápio

 

Depois olhamos para as estrelas

Ela diz estar segura ao meu lado

 

Seu corpo perfeito

Uma tatuagem discreta no pescoço

Vestida apenas pela luz da janela

 

Eu toco nos seus sonhos

Ela diz que sou único

Depois vai para o espelho

Toma um banho e deita ao meu lado

 

Eu espreito a penumbra

E  não consigo sorrir

Enquanto ela me afaga

 

Estou só

Eu e minha lembrança...

 

6 comentários:

Na Ponta da Língua disse...

Ah, esses fantasmas...

Leonardo disse...

Malditos fantasmas! Fantasma que destruiu meu 2013. Mas esses desacertos dão certa graça à vida! Ou não? O eu lírico só quer um abraço sincero pra 2014...

Na Ponta da Língua disse...

Os desacertos são matéria para a poesia... [ainda bem].

Na Ponta da Língua disse...

P.s: Matei todos no plano ficcional. Dói menos.

Leonardo disse...

Eu queria que poesia doesse menos. Mas se doesse menos, ficaria aquela coisa metalinguística, metacansativa de um João Cabral de Mello Neto. Heheheh

Na Ponta da Língua disse...

hahaha

Mas escrever é "doer-se". Inevitável.